RAÍZES

PASTORAL DO POVO DA RUA

A Pastoral do Povo da Rua nasceu do trabalho das Irmãs Oblatas de São Bento, junto com a Organização de Auxílio Fraterno, que acolhiam e assistiam pessoas em situação de rua.

Elas defendiam, e defendem que esta população tem necessidade de comida, banho, roupa, um lugar para dormir, mas também, de formar uma comunidade, ter convivência, praticar a fraternidade, ter espaço para vivenciar sua espiritualidade, celebrar e ouvir a Palavra de Deus. Nasceu daí, em 1979, a 1º Casa de Oração do Povo da Rua.

Em 27 de dezembro de 1993, Dom Paulo Evaristo Arns, então Cardeal da Arquidiocese de São Paulo, criou o Vicariato Episcopal do Povo da Rua com o objetivo de evangelização da população em situação de rua. Tem o objetivo de atender pessoas em situação de rua, articulando-as e levando-as a protagonizar ações políticas em relação à sociedade, se organizando e criando alternativas de sobrevivência.

A Casa de Oração do Povo da Rua

Hoje, a Casa de Oração é uma igreja que nasce da rua, o prédio que a abriga atualmente foi construída com verba do Premio Niwano da Paz dos budistas do Japão, ganho por D. Paulo Evaristo Arns. É um espaço ecumênico de oração, que faz parte da história do povo da rua que se organiza desde a 1º Casa de Oração em 1979. Nesta casa teve início o Projeto da Oficina Arte e Luz da Rua, a partir de um grupo de pessoas em situação de rua que participavam do grupo de artesanato da Casa.

Missão

Ser lugar de encontro para as pessoas que vivem em situação de rua, e para os que com eles querem comprometer-se;

Ser lugar para o povo da rua se expressar, dançar, cantar, tocar seus instrumentos, apropriar-se da palavra de Deus;
Formar comunidade com o povo de rua, que através da convivência e solidariedade busca viver a experiência de pertencer a um grupo onde pode desempenhar um serviço fraterno.

Ser um Centro Pastoral, isto é, espaço de encontro e de articulação onde o povo da rua pode celebrar a sua fé e manifestar a sua religiosidade, e também fortalecer sua organização para a luta pela sobrevivência, para conquista de trabalho e moradia e principalmente para a implantação de políticas públicas;

Ser referência na articulação e coordenação da Pastoral Arquidiocesana e Pastoral Nacional do Povo da Rua.